Mundo
Israel suspende relações com o secretário-geral da ONU
O embaixador de Israel na ONU anunciou a suspensão das relações com o secretário-geral da organização, aparentemente devido à decisão de António Guterres, ainda não tornada pública, de inscrever aquele país do Médio Oriente numa 'lista negra' de responsáveis por violência sexual em conflitos.
"Terminámos com esse secretário-geral", declarou o embaixador Danny Danon numa mensagem em vídeo publicada na rede X. Posteriormente a esta declaração, a missão israelita [nas Nações Unidas] esclareceu que a expressão significa o "congelamento" das relações com o gabinete do secretário-geral da ONU até o final do mandato do português, em 31 de dezembro deste ano.
The UN added Israel to a blacklist of perpetrators of sexual violence in conflict. We are done with the Secretary-General's lies. Equating the democratic State of Israel with Hamas terrorists is a new low. Israel protects its citizens while Hamas massacres, rapes, and kidnaps. pic.twitter.com/TzvsGcA5Wh
— Danny Danon 🇮🇱 דני דנון (@dannydanon) May 28, 2026
Num primeiro comentário à decisão israelita, Stéphane Dujarric, porta-voz da ONU, afirmou laconicamente à Agência France-Presse que “do nosso lado, as portas do secretário-geral continuam abertas”.
A tensão entre Israel e a atual liderança das Nações Unidas agudizou-se a partir de 7 de outubro de 2023, na sequência do ataque sem precedentes lançado pelo Hamas, que serviu de rastilho para a guerra na Faixa de Gaza.
Os responsáveis hebraicos censuram a alta hierarquia da ONU devido às severas críticas que recebem desde então pela ofensiva militar naquele enclave palestiniano. Em 2024, o governo de Telavive declarou António Guterres “persona non grata” em Israel.
“É escandalosa a decisão de incluir Israel na lista negra e de nos acusar de utilizarmos a violência sexual como arma de guerra”, insurgiu-se o embaixador Danny Danon no vídeo que publicou hoje no X, acusando ainda Guterres de colocar Israel e o Hamas “ao mesmo nível”.
A tensão entre Israel e a atual liderança das Nações Unidas agudizou-se a partir de 7 de outubro de 2023, na sequência do ataque sem precedentes lançado pelo Hamas, que serviu de rastilho para a guerra na Faixa de Gaza.
Os responsáveis hebraicos censuram a alta hierarquia da ONU devido às severas críticas que recebem desde então pela ofensiva militar naquele enclave palestiniano. Em 2024, o governo de Telavive declarou António Guterres “persona non grata” em Israel.
“É escandalosa a decisão de incluir Israel na lista negra e de nos acusar de utilizarmos a violência sexual como arma de guerra”, insurgiu-se o embaixador Danny Danon no vídeo que publicou hoje no X, acusando ainda Guterres de colocar Israel e o Hamas “ao mesmo nível”.
O embaixador referia-se ao resultado de um relatório sobre as ligações entre violência sexual e cenários de guerra, ainda não divulgado publicamente, mas já apresentado previamente aos Estados implicados.
No ano passado, uma averiguação similar aventava já a probabilidade de Israel ser incluído na lista, de que o Hamas também faz parte. À data, a ONU invocava “informação fidedigna” segundo a qual as forças israelitas cometiam abusos sexuais sobre detidos palestinianos, suspeitas agravadas pela recusa de acesso dos inspetores da organização multinacional aos centros de detenção.
No ano passado, uma averiguação similar aventava já a probabilidade de Israel ser incluído na lista, de que o Hamas também faz parte. À data, a ONU invocava “informação fidedigna” segundo a qual as forças israelitas cometiam abusos sexuais sobre detidos palestinianos, suspeitas agravadas pela recusa de acesso dos inspetores da organização multinacional aos centros de detenção.